terça-feira, 16 de agosto de 2011

Falta nutriente, falta saúde!

Falta nutriente, falta saúde

Roberta Stella
Nutricionista responsável técnica pelos programas alimentares de Cyber Diet.


A falta de nutrientes no organismo pode trazer muitas doenças!

    Sabe-se que os nutrientes, tais como vitaminas e minerais, não atuam somente na nutrição dos indivíduos, mas também desempenham papéis específicos fundamentais, colaborando para o bom funcionamento do corpo humano de uma maneira geral.


  Cada nutriente possui uma determinada função no organismo. Quando há deficiência de determinado nutriente, não há somente má nutrição, mas problemas relacionados com a função daquele nutriente.


“A resposta para muitos eventos que acontecem em seu corpo está na sua alimentação.”

   Nesta matéria estaremos discutindo as doenças relacionadas às vitaminas e minerais mais comuns e os alimentos fontes de cada nutriente que evitam o aparecimento de tais patologias.


Anemia Ferropriva 
 
    É caracterizada pela deficiência de ferro no organismo. Cerca de 50% das gestantes e crianças brasileiras de seis meses a dois anos possuem esta anemia. O ferro é um mineral que está presente nas hemoglobinas - células sangüíneas que atuam no transporte de oxigênio no sangue. Sintomas da deficiência incluem cansaço generalizado, apatia, palidez e falta de ânimo para as atividades diárias. 


  Ações do Ministério da Saúde para reduzir os casos de anemia incluem a obrigatoriedade da fortificação da farinha de trigo e de milho com ferro e ácido fólico e a distribuição em postos de saúde de suplemento de sulfato ferroso.
Para evitar a anemia ferropriva é importante a ingestão de alimentos ricos em ferro como carne bovina, frango, peixe, ovos, feijão, lentilha e vegetais de folha verde escura como espinafre, agrião e rúcula.

Raquitismo e Osteomalácia


  Essas duas doenças estão relacionadas com a deficiência de vitamina D, responsável pelo aumento da absorção de cálcio pelo organismo, fortalecendo ossos e dentes. Esta vitamina está presente em alguns alimentos de forma variável como leite, gema de ovo, fígado e óleos de peixe, porém a fonte mais importante de vitamina D é a luz solar. No organismo, a luz solar sintetiza vitamina D e por isso essas doenças ocorrem principalmente em pessoas que não tem contato com a luz solar.

Beribéri


   É uma doença causada pela deficiência de tiamina ou vitamina B1. É rara porque são várias as fontes alimentares de tiamina, como carne bovina, aves, gema de ovo, peixe, leguminosas, pães e cereais enriquecidos, leite, frutas e hortaliças.
Os sintomas são confusão mental, neuropatia, taquicardia e insuficiência cardíaca. É mais freqüente em alcoólatras e em pessoas que possuem uma dieta à base somente de cereais refinados que não são enriquecidos com tiamina.

Escorbuto


  O escorbuto é a deficiência de vitamina C, uma doença rara, cujos sintomas são hiperceratose folicular, gengivas inchadas e inflamadas, pele seca, perda de cabelo, além de boca e olhos secos. Ocorre mais em alcoólatras, pessoas que não consomem frutas e vegetais, idosos com dietas muito limitadas e pessoas gravemente doentes. Os alimentos fonte de vitamina C são frutas cítricas como laranja, acerola, limão, abacaxi, além de tomate, morango, pimentão, repolho, goiaba, batata, kiwi e outras hortaliças.

Pelagra


  Doença causada pela deficiência de niacina, tendo como sintomas: fraqueza, falta de apetite, dermatite, confusão mental e diarréia. Essa vitamina é constituinte de várias coenzimas que estão presentes em todas as células do corpo. É uma doença rara porque vários alimentos são fontes dessa vitamina como carnes, aves, peixes, vegetais, frutas, amendoim, leite, ovos e leguminosas como feijão e lentilha.

Anemia Perniciosa


  Este tipo de anemia ocorre devido à deficiência de vitamina B12, uma vitamina do complexo B. Essa vitamina está presente em alimentos de origem animal como fígado, leite e derivados, ovos, peixes, carnes e por isso pode ocorrer em pessoas vegetarianas restritas ou quando há ausência de fator intrínseco – uma substância presente no estômago necessária para a absorção dessa vitamina.

Deficiência de Vitamina A


  A deficiência de vitamina A está relacionada com afecções oculares, como a cegueira noturna, xeroftalmia (um quadro ocular grave) e, também, a alterações cutâneas e maior susceptibilidade a infecções. No mundo, a deficiência de vitamina A é um problema de saúde pública, atingindo cerca de 50 milhões de crianças, segundo dados da OMS. Os alimentos ricos em vitamina A compreendem vegetais de folha verde escura, frutas de cor amarelo-alaranjado e vermelho, como mamão, goiaba, além de batata, fígado, carnes, leite e derivados, batata-doce, cenoura, abóbora, gema de ovo, entre outros.



                                                              Heider Costa
                                                      Consultor do Bem-Estar


 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ADOLESCÊNTES, O QUE DEVEM COMER?


TEEN   A adolescência é um período de grande crescimento e desenvolvimento físico e psíquico. As necessidades nutricionais dos adolescentes variam, pois o crescimento também varia entre meninos e meninas. Durante um período de crescimento rápido e de desenvolvimento sexual, ocorre a maturação simultânea de toda a personalidade. Há uma grande necessidade de aprovação do grupo, prevalecendo a excentricidade nos hábitos alimentares.

   Na adolescência aparecem novos hábitos alimentares, influenciados pela turma, pela mídia e pela vida agitada que os jovens costumam ter. A geração dos adolescentes é então tomada pelo mundo do "fast food", hambúrguer, batata frita, sorvetes, etc; o que justifica o alto número de adolescentes acima do peso. Muitas vezes os gordinhos são vítimas de preconceito entre os colegas. O mais importante é cuidar da alimentação desde cedo para assim, evitar possíveis problemas futuros.

   O período de crescimento para os meninos e meninas é diferente, por isso serão abordados separadamente. O estirão nas meninas geralmente acontece dos 12 aos 14 anos (2 anos mais cedo do que nos meninos) e provoca grandes mudanças físicas: Aumento da massa muscular, Aceleração do crescimento ósseo, Alteração dos pelos, Crescimento dos seios e Menstruação. O estirão nos meninos geralmente acontece dos 14 aos 16 anos e provoca mudanças no corpo como: Aumento da massa muscular, Aceleração do crescimento ósseo, Alteração dos pelos e Alteração da voz. 
 
Meninas: As meninas, de um modo geral, preocupam-se com o seu rápido crescimento e aumento superior ao dos rapazes nestas idades. Como resultado, por vezes reduzem a quantidade total de alimentos e com frequência não os selecionam de acordo com os nutrientes essenciais.

   As meninas com uma maturação psicológica tardia não fazem uma redução tão drástica na ingestão calórica até um período mais tardio.

   A preocupação das adolescentes centraliza-se, frequentemente, na redução do peso, quer seja necessário ou não. Não haverá problema nestes casos se os alimentos essenciais para satisfazer as necessidades nutricionais estiverem incluídos na dieta. Substituir refrigerantes e doces por leite, frutas, vegetais, é frequente, não levantando problemas, pois poderá haver um aumento nos minerais e vitaminas indispensáveis, não aumentando as calorias. O que acontece, é que com essa preocupação excessiva com o corpo, acaba levando à alguns distúrbios alimentares como a anorexia nervosa e a bulimia.

Meninos: Como se sabe, o aumento que acontece na adolescência em relação à altura estimula o apetite. A ingestão de alimentos é proporcional ao crescimento, principalmente naqueles meninos que cedo atingem a maturidade.

   Em geral, os adolescentes precisam de energia e nutrientes suficientes para sustentar o crescimento acelerado e as modificações na composição corporal que ocorrem neste período. Uma alimentação rica em fiibras, frutas, verduras e legumes, cereais, vitaminas e sais minerais. As Gorduras,devem ser principalmente as monoinsaturadas e polissaturadas, evitando o consumo das saturadas (carnes gordurosas, frituras, doces gordurosos, etc.).
O cálcio é muito importante nesta fase, pois o corpo do adolescente sofre um aumento da massa óssea e precisa de uma boa quantidade diária de cálcio para se desenvolver com saúde. O ferro também merece uma atenção especial, principalmente nas meninas durante a menstruação.

   A alimentação deve ser composta por carboidratos (de 50 a 55% das calorias totais diárias), de preferência os complexos e ricos em fibras como: pães integrais, cereais, aveia, raízes, macarrão, arroz, etc; evitando os açúcares simples (doces, refrigerantes, balas, etc.).

   As gorduras da dieta devem se limitar à 25-30% das calorias totais diárias, evitando frituras, alimentos à milanesas, sobremesas com cremes ou alto teor de gorduras, embutidos (salames, salsichas), maionese, chocolates, creme de leite, manteiga ou margarina, bolachas recheadas e salgadinhos, uso de óleo nos refogados. Dar sempre a preferência às gorduras insaturadas presentes nos óleos vegetais (canola, milho, soja), azeite de oliva. nozes, castanhas, peixes, etc.
As proteínas devem ser provenientes de frango sem pele, peixe, carne bovina magra, leite, iogurtes, queijos e grãos. Seu percentual com relação ao valor calórico diário poderá ser de 20% a 25%.
A participação e o apoio dos familiares é fundamental para uma boa mudança nos hábitos alimentares!
Orientações gerais
  • Nunca coma assistindo tv;
  • Beba muita água, no mínimo 2 L por dia de líquidos;
  • Coma sem pressa mastigando bem os alimentos;
  • Não fique muito tempo sem se alimentar, coma de 3h em 3h;
  • Fazer de 5 à 6 refeições diárias (café da manhã - lanche da manhã - almoço - lanche da tarde - jantar - ceia);
  • Retirar a gordura aparente das carnes;
  • Evite frituras, carnes gordas (bacon, toucinho);
  • Evite o consumo de lanches calóricos como, hambúrguer, batata frita, cachorro quente, etc;
  • Prefira o consumo de sanduíches naturais;
  • Evite o refrigerante e se for consumir prefira as versões diet/light que possuem menos calorias;
  • Evite o consumo de balas, chocolates, bolachas recheadas, bolos,etc.
  • Consuma frutas, verduras e legumes;
  • Prefira sempre os alimentos integrais (pães, bolachas, torradas, etc.);
  • Pratique atividade física.
Nenhuma informação deste site substitui uma orientação nutricional!
Consulte um nutricionista para um plano alimentar individualizado.

  Dra. Michelle Ferreira De Simone
Nutricionista.

                                                                  Heider Costa.
                                                        Consultor do Bem-Estar

Alimentação na Amamentação e Bebês.

LACTATION
 
     O corpo da mãe começa a se preparar para a amamentação já na gravidez, fase na qual vários hormônios agem nas glândulas mamárias, fazendo-as crescer. Assim, quando nasce o bebê, as mamas estão prontas para produzir leite. Inclusive, é possível, no final da gestação, observar a saída de colostro ao se comprimir um pouco a região da aréola e do mamilo.

    A amamentação é a maneira natural de alimentar o bebê nos primeiros meses de vida. Apresentando muitas vantagens tanto para ele como para a mãe. A primeira delas é que cada leite materno tem uma composição de nutrientes específica, que acompanha as necessidades da criança durante seu crescimento. Além disso, o leite materno contém agentes imunológicos, doados pela mãe, que protegem a criança de doenças infecciosas e diarréias. Para completar, a amamentação fortalece a musculatura da face e da boca do nenê, o que previne futuros problemas na fala e na oclusão dos dentes.

    A mãe também é beneficiada pela amamentação. A ciência tem mostrado que a chance de desenvolver câncer de mama é menor entre as mulheres que têm mais filhos e amamentam por mais tempo. Além disso, a amamentação é um excelente aliado da mãe na recuperação do seu peso normal, pois produzir leite gasta muita energia.

    Mas por que se ouve tanto a frase “eu queria amamentar meu filho e não consegui?”. Esse problema ocorre por vários motivos, como a utilização de técnicas inadequadas para amamentar, a ansiedade materna, a falta de orientação durante a gestação e no pós-parto, o estresse da mãe e da família, a falta de apoio e as influências negativas de parentes e, também, de pessoas próximas. Raramente a mãe, por questões de saúde, não consegue amamentar. 

Duração do período de amamentação
A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade, desde que esteja crescendo e se desenvolvendo dentro do padrão esperado. A partir dos 6 meses, deve-se começar a introdução de novos alimentos, sem no entanto abandonar a amamentação, que pode prosseguir até os 2 anos de idade.
Desmame
O comportamento pregresso em relação ao aleitamento do último filho, representa ponto de partida válido para intervenções educativas que visem ao prolongamento do aleitamento natural do filho subseqüente, pelo menos durante um período de seis meses, quando não for este o caso. Torna-se evidente que se a mãe não amamentou, ou amamentou por um período inferior a seis meses, o perigo de que isto ocorra novamente é maior do que para mulheres sem tais antecedentes.

Mulheres com risco de desmame precoce deveriam ser sistematicamente identificadas durante a rotina pré-natal ou pediátrica, a fim de que pudessem participar de programas especiais de Educação em Saúde, estruturados de acordo com a especificidade de problemas individuais de etiologia biológica, psicológica e sócio-cultural.

    O leite materno é o alimento ideal para o bebê e suficiente para oferecer todos os nutrientes, inclusive a água.

   Os chás, adoçados com açúcar, podem antecipar o desmame, porque o bebê que amamenta está acostumado com o sabor do leite materno, suavemente adocicado. Ao conhecer um sabor bem mais doce como o do chá, passa a preferi-lo, sugando menos a cada mamada, podendo chegar até a rejeição total do leite.

    Além disto, os líquidos prejudicam a amamentação pelo aumentam de volume que a criança recebe.

Não deve ser oferecidos alimentos com corantes (iogurte, gelatina, sucos artificiais) pois os mesmos podem provocar reações alérgicas em lactentes antes de 12 meses de vida.

    A introdução do amido nas fórmulas lácteas com o intuito de aumento do valor calórico apresenta o inconveniente de não ser totalmente digerido no intestino delgado e se acumular no colo, onde sofre fermentação bacteriana e facilita a diarréia.

    O desmame é a transição da amamentação para a alimentação semi-sólida e sólida. Esse processo deve ser feito de modo gradativo, após os 4 ou 6 meses, dependendo da criança, pois só com essa idade é que o seu sistema digestivo está pronto para receber outros alimentos além do leite materno.

    Evitar o desmame abruto que é extremamente traumático para toda a família e isto ainda é comum. Algumas mães deixam de dar o peito de uma hora para outra, com soluções drásticas como dormir fora, ou aplicar produtos desagradáveis nos seios. Quando perde o peito de repente, o bebê se sente desolado, sofrendo uma perda, e a mulher, se não ordenha os seus seios com regularidade nesta fase pode ocorrer obstruções, podendo evoluir para uma mastite.

Programação para o desmame
   Comece a fazer o desmame pelos sucos e pelas papinhas de frutas, os sucos devem ser oferecidos nos intervalos das mamadas, de preferência pela manhã e na quantidade que o bebê aceitar. Não é necessário adicionar açúcar, o melhor é habituar a criança com os sabores das frutas. Já as papinhas de frutas devem ser dadas à tarde. O tamanho da porção é o bebê que determina. Comece pela papinha e depois dê a mamada.   À medida que o volume de frutas for maior, a criança deixará espontaneamente a mamada. Assim como acontece com os sucos, não é necessário adoçar as papinhas.

   Duas semanas depois de introduzir as frutas, é o momento de oferecer as papas salgadas. O ideal é começar pelo almoço, e só depois que a criança já estiver substituindo a mamada desse horário é que se deve dar a papa do jantar.

   Durante o período de desmame, não é indicado oferecer sobremesas, que devem, caso seja hábito da família, ser introduzidas bem mais tarde. 

Aleitamento artificial
Na falta de leite materno, lança-se mão do leite de vaca, cuja composição qualitativa diferente do leite humano, deve sofrer modificação que possam adequá-lo à capacidade digestiva da criança e atender às suas necessidades nutricionais. 

0 – 2 meses:
Leite fluido a 2/3 ou em pó integral a 10% mais sacarose a 5% (8 vezes ao dia ou fórmula infantil).

2 meses:
Introdução do suco de frutas, nos intervalos das mamadas.
Mucilagem, se necessário, para aumento do aporte calórico.

3 meses:
Introdução da papa de frutas, nos intervalo das mamadas.

4 meses:
Introdução do leite fluido intergral ou em pó a 15% mais sacarose a 5% (6 a vezes dia) ou fórmula infantil suplementada com ferro.

Adicionar 3% de amido, se necessário, para aumento do aporte calórico.
Introdução da primeira refeição de sal: sopa passada em peneira
Introdução da gema de ovo cozida.

7 – 8 meses:
Introdução da segunda refeição de sal: sopa amassada com garfo, o suficiente para reduzir os pedaços maiores, carne desfiada ou moída.

Leite (4 a 5 vezes por dia).
Introdução da clara de ovo/leite 10 meses (4 vezes por dia) modificação gradativa da consistência da alimentação até aproximar-se da alimentação da família por volta de 1 ano de idade com leite 3 vezes por dia.
  
Heider Costa.
Consultor do Bem-Estar